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Episódio 157

O júri popular; a decisão do juri

 

O JURI POPULAR

Ao ouvir essa incriminação, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se na cadeira de juiz, num lugar conhecido como Calçada de Pedra, que em aramaico se diz Gábata. Era a véspera do Dia da Preparação da Páscoa, por volta de meio-dia.

– Peguem o rei de vocês e façam o que quiserem – disse Pilatos aos judeus.

Mas eles gritaram:

– Mata! Mata! Mata ele na estaca!

– Devo matar na estaca o rei de vocês? – questionou Pilatos.

– Não temos rei, a não ser César – responderam os cardeais.

Pela terceira vez, Pilatos insistiu:

– Por quê? Que crime este sujeito cometeu? Não encontrei nele nada que justifique ser condenado e morto. Vou mandar castigar e depois vou mandar soltá-lo.

Mas eles pediam insistentemente, com fortes gritos, que ele fosse morto na estaca. O alvoroço não parava. Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua esposa enviou a ele um recado:

– Não se envolva com esse inocente, porque hoje, em sonho, tive muita perturbação por causa dele.

A DECISÃO DO JURI POPULAR

Doido para soltar a Jesus, Pilatos dirigiu-se a eles novamente.

– De acordo com o costume de vocês, devo libertar um prisioneiro na data da Páscoa. Querem que eu solte o rei dos judeus?

Mas eles gritaram:

– Não, ele não! Queremos que solte Barrabás!

Barrabás era um bandido que havia sido preso por causa de uma rebelião na cidade e por assassinato. Assim os cardeais e os sábios incitaram a multidão a pedir a soltura de Barrabás e a execução de Jesus. Intrigado, perguntou Pilatos:

– Que farei então com Jesus, chamado o Cristo?

Responderam unânimes:

– Mata ele na estaca!

Ao perceber que seus apelos não estavam surtindo efeito, mas, pelo contrário, que estava incentivando o tumulto, Pilatos mandou trazer água numa bacia, lavou as mãos diante da multidão e declarou:

– Estou inocente do sangue deste homem; a responsabilidade é de vocês.

O povo todo concordou:

– Que essa responsabilidade recaia sobre nós e sobre nossos filhos!

Então Pilatos soltou Barrabás, mandou açoitar Jesus e entregou ele para ser morto na estaca. Os soldados então se encarregaram de Jesus, o tiraram do Tribunal de Justiça e reuniram toda a tropa ao seu redor. Tiraram as suas roupas e puseram nele um manto de cor púrpura; fizeram uma coroa de espinhos e a colocaram na sua cabeça. Puseram uma vara em sua mão direita e, ajoelhando-se na frente dele, gozavam:

– Salve, rei dos judeus!

Cuspiram nele e, tirando a vara de sua mão, batiam com ela na sua cabeça. Ajoelhavam-se e fingiam que o estavam adorando. Depois de tanta gozação, tiraram o manto dele e vestiram suas próprias roupas. Então, o levaram para fora da cidade, onde ele seria morto na estaca.

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