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Episódio 154

Episódio 154

Jesus perante o tribunal; remorso de Judas

JESUS PERANTE O TRIBUNAL DE JUSTIÇA – Mateus 26:59-68; Marcos 14:55-65; Lucas 22:66 -71

 

Ao romper do dia, reuniram-se no Tribunal de Justiça os cardeais e os mestres da Lei dos Judeus. Jesus foi levado até à presença desse grupo. Os cardeais e todo o Tribunal de Justiça buscavam um depoimento falso contra Jesus, para justificar a sua condenação à morte, mas não encontraram nenhuma desculpa, embora se apresentassem muitas falsas testemunhas incongruentes. Finalmente se apresentaram duas alegando que ouviram Jesus afirmar que destruiria aquele templo feito por mãos humanas e o reconstruiria em três dias, por mãos não humanas. Mas, nem mesmo assim, o depoimento delas justificava algum crime. O bispo ficou irritado e perguntou a Jesus:

– Você não vai responder à acusação que essas pessoas fazem contra você?

Mas Jesus permaneceu em silêncio. O Bispo o intimou:

– Exijo que você jure pelo Deus vivo se você é o Cristo, o Filho de Deus. Vamos, fale!

Jesus reagiu:

– Se eu disser a vocês que sim, vocês não vão acreditar em mim e se eu perguntar a vocês, vocês vão se recusar a responder. Mas eu declaro a todos vocês: vai chegar o dia em que vocês vão ver o Deus-humano sentado à direita do Deus poderoso descendo sobre as nuvens do céu.

Então, todos gritaram:

– Você está afirmando que é o Deus-humano?

Jesus respondeu diretamente:

– Sim, eu sou.

Irritadíssimo, o bispo rasgou as próprias roupas e esbravejou:

– Falou besteira contra Deus! Por que precisamos de mais testemunhas? Vocês acabaram de ouvir a besteira. Que vocês acham? ‘Não foi o suficiente para ser considerado réu de morte?

– Sim, é réu de morte – gritaram.

Alguns cuspiam e outros esmurravam e estapeavam o rosto de Jesus, além de se dirigirem a ele com muitas expressões de insulto.

REMORSO DE JUDAS – Mt. 27:3-10

Quando Judas, ganhou consciência da traição e ficou sabendo que Jesus estava prestes a ser condenado, ficou com grande remorso e devolveu aos cardeais e sábios as trinta moedas de prata, confessando:

– Cometi um deslize muito grave, pois traí uma pessoa inocente.

Eles não deram a mínima:

– Que nos importa? A responsabilidade é sua.

Então Judas jogou o dinheiro no chão do templo, se retirou para longe e se enforcou. Os cardeais ajuntaram as moedas e decidiram que era contra as suas leis colocar aquele dinheiro no tesouro, porque era dinheiro resultado de assassinato. Decidiram, então, usá-lo para comprar o Campo do Oleiro dos Judeus para servir de cemitério de estrangeiros. Por isso ele se chama Campo de Sangue até os dias de hoje. Estava se cumprindo o que foi dito por meio do vidente Jeremias: “Aceitaram as trinta moedas de prata, preço pelo qual Ele foi avaliado pelo povo de Israel, e usaram elas para comprar o Campo do Oleiro dos Judeus, como o Senhor Deus ordenou”.

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Episódio 155

Jesus com o sumo Sacerdote; Jesus é entregue a Pilatos

JESUS NA PRESENÇA DO SUMO SACERDOTE – João 18:18-24

Fazia frio. Os ajudantes e os guardas estavam ao redor de uma fogueira que fizeram para se aquecer. Pedro também estava de pé com eles, aquecendo-se. Enquanto isso, os bispos interrogavam Jesus sobre seus aprendizes e seus ensinamentos. Jesus argumentou com eles:

– Eu falei abertamente e claramente a todos; sempre ensinei nas capelas e no templo, onde todos os judeus se reúnem. Não disse nada às escondidas, mas em público. Por que, então, vocês estão me interrogando? Perguntem a todos que me ouviram. Certamente eles sabem o que eu disse.

Quando Jesus disse isso, um dos guardas que estava perto bateu no seu rosto.

– Isso é jeito de falar com o Bispo? – irritou-se ele.

Jesus contestou:

– Se eu disse algo de mal, denuncie o mal. Mas se falei a verdade, por que me bateu?

Jesus estava com as mãos amarradas e Anás o mandou para o Caifás, o Bispo maior.

JESUS É ENTREGUE A PILATOS – Mateus 27:11-14; Marcos 15:2-5, Lucas 23:1-6; João 18:28-38

 

O julgamento de Jesus com Caifás terminou de manhã, sem nenhum avanço. Todos os cardeais, os mais sábios os mestres da religião e todo o Tribunal de Justiça reuniram-se para discutir as próximas a medidas serem tomadas e decidiram-se por mandar Jesus para Pôncio Pilatos, o governador romano. Amarrado, ele foi levado para Pilatos. Para evitar contaminação cerimonial, os judeus não entraram no palácio, pois queriam participar da Páscoa. Então Pilatos saiu do palácio e foi até eles, perguntando:

– Que acusação vocês têm contra este sujeito?

Eles responderam:

– Se ele não fosse criminoso, nós não teríamos entregado a você. Este sujeito vem subvertendo a nossa nação. Ele proíbe o pagamento de impostos a César e afirma ser ele mesmo o Cristo, um rei.

Pilatos se escusou:

– Julguem ele, então, conforme a Lei dos Judeus, elaborada por vocês mesmos.

– Mas nós não temos o direito de executar ninguém – protestaram os judeus.

Isso aconteceu para que se cumprissem as palavras que Jesus tinha dito, indicando a espécie de morte que ele estava para sofrer. Mas eles insistiam:

– Ele está subvertendo o povo por toda a Judeia com sua mensagem. Começou na Galileia e chegou até aqui.

Ouvindo isto, Pilatos perguntou a Jesus se era galileu e se ele era realmente o rei dos judeus. Jesus perguntou a ele:

– Esta pergunta é sua mesmo ou outros falaram para você sobre mim?

Pilatos se irritou:

– Acaso sou judeu? Foram o seu povo e os cardeais que entregaram você a mim. Que é que você fez?

Jesus explicou a ele:

– O meu reino não se ajusta com este sistema. Se se ajustasse, os meus aprendizes teriam lutado para impedir que os judeus me prendessem. O meu reino não é deste mundo.

– Ah então você é rei! – exclamou Pilatos.

Jesus rebateu:

– Você está declarando que eu sou rei. De fato, por esta razão nasci e por isso vim ao planeta Terra: para falar da verdade, para trazer a mensagem. Todos os que observam a verdade seguem as minhas orientações.

– Que é a verdade? – perguntou Pilatos, saindo do interior do palácio em direção ao local onde estava o povo judeu, e completando – Não vejo nesse homem motivo algum de acusação.

Mas o povo insistia:

– Ele engana o povo, ensinando por toda a Judeia, começando na Galileia até aqui.

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Episódio 156

Jesus na presença de Herodes; retorna a Pilatos

JESUS NA PRESENÇA DE HERODES – Lucas 23:6-12

Pilatos perguntou, então, se Jesus era Galileu. Quando Pilatos ficou sabendo que ele era da jurisdição de Herodes, mandou Jesus para Herodes, que também estava em Jerusalém naqueles dias de festa. Ao ver Jesus, Herodes ficou muito alegre, porque havia muito tempo que queria conhecê-lo. Pelo que tinha ouvido falar de Jesus, tinha a expectativa de vê-lo realizando algum milagre. Então Herodes interrogou Jesus com muitas perguntas, mas ele não respondeu nada. Os cardeais e os mestres da Lei dos Judeus estavam todos ali, acusando Jesus com muita força. Herodes e os seus soldados debochavam dele. Então vestiram Jesus com um manto brilhante, imitando ser um rei. Depois, mandaram ele de volta a Pilatos. Herodes e Pilatos, que até ali eram inimigos, naquele dia tornaram-se amigos.

 

JESUS RETORNA PARA PILATOS. O JULGAMENTO CONTINUA – Mateus 27:11-31; Marcos 15:2-20; Lucas 23:13-25; João 18:39,40 e 19:1-16

 

Pilatos decidiu então reunir os cardeais, as autoridades e o povo, alegando:

– Vocês me trouxeram esse sujeito como alguém que estava incitando o povo à rebelião. Eu o examinei na presença de vocês e não achei nenhuma base para as acusações que fazem contra ele. Nem mesmo Herodes achou algo contra ele, pois o mandou de volta para nós. Como podem ver, ele não fez nada que mereça a morte. Portanto, eu vou castigá-lo e depois ele será solto.

Mas os judeus insistiram:

– Temos a Lei dos Judeus e, de acordo com ela, ele deve morrer porque se declarou um Deus-humano.

Ao ouvir isso, Pilatos ficou ainda mais desorientado e voltou para dentro do palácio. Lá, perguntou a Jesus, receoso:

– De onde você vem?

Mas Jesus ficou em silêncio.

– Você se nega a dialogar comigo? – disse Pilatos. – Será que não sabe que eu tenho autoridade para libertar e para matar você em uma estaca?

Jesus, então, se pronunciou:

– Você não teria nenhuma autoridade sobre mim se não recebesse ela do alto, dos céus. Nesse sentido, aquele que me delatou a você é culpado de um mal maior.

Concordando com Jesus, Pilatos fez de tudo para libertá-lo, mas os judeus gritavam:

– Se você deixar esse sujeito livre, é porque não é amigo de César. Quem se diz rei está indo contra César.

 

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Episódio 157

O júri popular; a decisão do juri

 

O JURI POPULAR

Ao ouvir essa incriminação, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se na cadeira de juiz, num lugar conhecido como Calçada de Pedra, que em aramaico se diz Gábata. Era a véspera do Dia da Preparação da Páscoa, por volta de meio-dia.

– Peguem o rei de vocês e façam o que quiserem – disse Pilatos aos judeus.

Mas eles gritaram:

– Mata! Mata! Mata ele na estaca!

– Devo matar na estaca o rei de vocês? – questionou Pilatos.

– Não temos rei, a não ser César – responderam os cardeais.

Pela terceira vez, Pilatos insistiu:

– Por quê? Que crime este sujeito cometeu? Não encontrei nele nada que justifique ser condenado e morto. Vou mandar castigar e depois vou mandar soltá-lo.

Mas eles pediam insistentemente, com fortes gritos, que ele fosse morto na estaca. O alvoroço não parava. Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua esposa enviou a ele um recado:

– Não se envolva com esse inocente, porque hoje, em sonho, tive muita perturbação por causa dele.

A DECISÃO DO JURI POPULAR

Doido para soltar a Jesus, Pilatos dirigiu-se a eles novamente.

– De acordo com o costume de vocês, devo libertar um prisioneiro na data da Páscoa. Querem que eu solte o rei dos judeus?

Mas eles gritaram:

– Não, ele não! Queremos que solte Barrabás!

Barrabás era um bandido que havia sido preso por causa de uma rebelião na cidade e por assassinato. Assim os cardeais e os sábios incitaram a multidão a pedir a soltura de Barrabás e a execução de Jesus. Intrigado, perguntou Pilatos:

– Que farei então com Jesus, chamado o Cristo?

Responderam unânimes:

– Mata ele na estaca!

Ao perceber que seus apelos não estavam surtindo efeito, mas, pelo contrário, que estava incentivando o tumulto, Pilatos mandou trazer água numa bacia, lavou as mãos diante da multidão e declarou:

– Estou inocente do sangue deste homem; a responsabilidade é de vocês.

O povo todo concordou:

– Que essa responsabilidade recaia sobre nós e sobre nossos filhos!

Então Pilatos soltou Barrabás, mandou açoitar Jesus e entregou ele para ser morto na estaca. Os soldados então se encarregaram de Jesus, o tiraram do Tribunal de Justiça e reuniram toda a tropa ao seu redor. Tiraram as suas roupas e puseram nele um manto de cor púrpura; fizeram uma coroa de espinhos e a colocaram na sua cabeça. Puseram uma vara em sua mão direita e, ajoelhando-se na frente dele, gozavam:

– Salve, rei dos judeus!

Cuspiram nele e, tirando a vara de sua mão, batiam com ela na sua cabeça. Ajoelhavam-se e fingiam que o estavam adorando. Depois de tanta gozação, tiraram o manto dele e vestiram suas próprias roupas. Então, o levaram para fora da cidade, onde ele seria morto na estaca.

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Episódio 158

A morte na estaca

A MORTE NA ESTACA (CRUZ) – Mateus 27:32-38; Marcos 15:21-28; Lucas 23:26-34; João 19:17-24

 

Levando a estaca sobre os ombros, Jesus foi para o lugar chamado Caveira, que em aramaico se diz Gólgota. Enquanto o arrastavam, agarraram Simão de Cirene, pai de Alexandre e Rufo, que estava chegando do campo. Colocaram a estaca nas suas costas, fazendo com que ele a carregasse atrás de Jesus. Um grande número de pessoas ia atrás de Jesus, inclusive mulheres que lamentavam e choravam por ele, batendo no peito. Jesus voltou-se para o lado e as confortou:

– Filhas de Jerusalém, não chorem por mim; chorem por vocês mesmas e por seus filhos, pois vai chegar a hora em que vocês vão chamar de felizes as estéreis, as barrigas que nunca geraram e os seios que nunca amamentaram! Então vão pedir para serem soterradas pelos montes, pois se fazem isto com a árvore verde, o que acontecerá com vocês quando ela estiver seca?

Dois outros homens criminosos também foram levados com Jesus, para serem executados. Quando chegaram ao lugar chamado Caveira, colocaram ali Jesus e os criminosos nas estacas, um à sua direita e outro à sua esquerda, cumprindo-se a Lei dos Judeus, que diz que ele seria incluído entre os malfeitores. Em seguida, deram vinho misturado com fel e mirra para ele beber. Depois de provar, recusou-se a beber. Após levantarem a estaca, os soldados ficaram sentados na relva, vigiando. Pilatos mandou fazer uma placa e pregar na estaca de Jesus, com a seguinte inscrição: JESUS DE NAZARÉ, O REI DOS JUDEUS. Muita gente leu a placa, escrita em hebraico, latim e grego, pois o lugar ficava próximo da cidade. Os cardeais dos judeus protestaram junto a Pilatos:

– Não escreva “O Rei dos Judeus”, mas “esse sujeito disse que era o Rei dos Judeus”.

Pilatos desconsiderou:

– O que escrevi, escrevi.

Ao colocar Jesus na estaca, os soldados pegaram as roupas dele e dividiram em quatro partes, uma para cada um deles, sobrando a túnica. A túnica era sem costura, tecida numa única peça, de alto a baixo.

Não vamos rasgar a túnica – disseram uns aos outros. – Vamos decidir por sorteio quem vai ficar com ela.

Isto aconteceu para que se cumprisse a Lei dos Judeus, que previa que eles dividiram as suas roupas entre si e tirariam sortes por suas vestimentas. Contemplando tudo isso, Jesus murmurou:

– Pai, perdoa essas pessoas, pois elas não sabem o que estão fazendo.

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Episódio 159

Jesus e sua mãe; insultam a Jesus; o ladrão arrependido

JESUS E SUA MÃE – João 19:25-27

 

Perto da estaca de Jesus estava sua mãe, a irmã dela, Maria, esposa de Cleofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe ali e, perto dela, o aprendiz a quem amava tanto, João, dirigiu-se à sua mãe, dizendo:

– Este é agora o seu filho

E dirigindo-se ao aprendiz:

– Esta agora é a sua mãe.

Daquela hora em diante, João levou Maria para casa para cuidar dela.

INSULTAM JESUS – Mateus 27:39-44; Marcos 15:29-32; Lucas 23:35-38

As pessoas que passavam insultavam Jesus, balançando a cabeça e o desafiando:

– Você que diz que poderia destruir e reconstruir o templo em três dias, salve então a você mesmo! Desça da estaca, se realmente é o Filho de Deus!

Da mesma forma, os cardeais, os mestres da Lei dos Judeus e os sábios gozavam dele, provocando:

– Salvou os outros, mas não é capaz de salvar a si mesmo! Se você for o rei de Israel, desça agora da estaca, e vamos acreditar nele. Ele confiou em Deus. Que Deus o salve agora, se tiver piedade dele, pois ele afirmou que era o Filho de Deus! Os soldados também debochavam dele e ofereciam a ele vinho azedo. Um dos ladrões condenados também debochava dele.

O LADRÃO ARREPENDIDO – Lucas 23:39-43

 

Um dos criminosos que ali estava dependurado junto com Jesus o insultava:

– Você não é o Cristo? Então porque não salva a si mesmo e a gente?

Mas o outro criminoso desaprovou:

– Você não acredita em Deus, nem estando sob a mesma sentença? Nós estamos sendo punidos por justa causa, pelos atos que cometemos. Mas esse sujeito não cometeu nenhum mal.

Então ele se virou para Jesus e pediu:

– Jesus, lembra de mim quando você entrar no teu reino.

Jesus balbuciou:

– Eu garanto a você que ainda hoje você vai estar comigo no paraíso.

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Episódio 160

A morte de Jesus
A MORTE DE JESUS – Mateus 27:45-56; Marcos 15:33-41; Lucas 23:44-49; João 19:28-30

Naquela tarde, desceu uma escuridão intensa sobre toda a terra, do meio-dia até às três da tarde. Por volta das três horas, Jesus gritou em alta voz:

– Eloí, Eloí, lamá sabactâni? – que significa – “Deus meu, Deus meu, por que você me desamparou?

Alguns dos que estavam ali entenderam mal e pensaram que ele estava chamando por Elias. Sabendo que tudo tinha acabado, Jesus disse que tinha sede. Rapidamente, um soldado encharcou uma esponja com vinagre, a amarrou num ramo de manjerona e levou até sua boca, provocando aos outros:

– Vamos ver se Elias vem socorrê-lo.

Depois, Jesus gritou novamente em alta voz:

– Pai celestial, nas tuas mãos entrego o meu espírito. Tudo o que tinha de ser feito foi feito!

Então, Jesus curvou a cabeça e faleceu. Naquele instante houve um fenômeno: o sol deixou de brilhar, a cortina que separa o Lugar Santíssimo do Templo rasgou-se em duas partes, de alto a baixo. A terra tremeu, e as rochas se partiram. Os túmulos se abriram e os corpos de muitos santos nasceram de novo. Saindo dos túmulos, depois de Jesus viver de novo, entraram na cidade santa e apareceram a muitos. Quando o chefe dos soldados e os que com ele vigiavam Jesus viram o terremoto e tudo o que tinha acontecido, ficaram aterrorizados e exclamaram:

– Não há o que negar: este era realmente o Deus-humano!

Muitas mulheres estavam ali, observando de longe. Elas haviam seguido Jesus desde a Galileia para ajudar no que pudessem. Entre elas estava Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe de Tiago e João (os filhos de Zebedeu).  Muitas outras mulheres que tinham ido com ele para Jerusalém também estavam ali. Todo o povo que estava ali para presenciar o evento, ao ver esses acontecimentos, começou a bater no peito de arrependimento e a ir embora. Todos os amigos de Jesus ficaram à distância observando tudo, com muito receio.

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Episódio 161

Sábado após sua morte; o enterro

OLHEMOS PARA AQUELE QUE PERFURAMOS – João 19:31-37

 

Chegou o Dia da Preparação e o dia seguinte seria um sábado especialmente sagrado. Por não quererem que os corpos permanecessem na estaca durante o sábado, os judeus pediram a Pilatos que quebrasse as pernas deles e os retirasse das estacas. Os soldados quebraram as pernas do primeiro homem que foi morto na estaca com Jesus e, em seguida, as do outro. Mas quando chegaram perto de Jesus, percebendo que já estava morto, não quebraram as suas pernas. Invés disso, um dos soldados perfurou o lado de Jesus com uma lança, de onde saiu sangue e água. Aquele que viu essa cena assegura que seu depoimento é digno de se acreditar. Ele é convicto que está dizendo a verdade e dá o depoimento para que vocês também acreditem. Isso aconteceu para que se cumprisse a Lei dos Judeus: “Nenhum dos seus ossos será quebrado” e, como diz noutro lugar, “Vão ficar olhando para aquele que o perfuraram”.

O enterro- Mateus 27:57-61; Marcos 15:45-47; Lucas 23:50-56; João 19:38-42

 

Era o cair da tarde do Dia da Preparação, isto é, a véspera do sábado. José da cidade de Arimateia, ilustre membro do Conselho, homem bom, justo e rico, que não tinha consentido na decisão e no procedimento dos outros, pediu a Pilatos o corpo de Jesus. José era aprendiz de Jesus, mas em sigilo, porque tinha medo dos judeus. Pilatos ficou surpreso ao ouvir que ele já tinha morrido. Perguntou ao chefe dos soldados se Jesus realmente morrera. Confirmada a morte, entregou o corpo a José. Com a permissão de Pilatos, José pegou o corpo de Jesus, enrolou num pano de linho limpo e levou ele embora. José estava acompanhado de Nicodemos, aquele que tinha antes visitado Jesus à noite. Nicodemos levou uma porção grande de uma mistura de mirra e aloés (especiarias), que passaram no corpo de Jesus, de acordo com os costumes judaicos de sepultamento. Jesus foi colocado num jardim, num túmulo novo, cavado na rocha, onde ninguém jamais tinha sido colocado. Rolaram uma grande pedra sobre a entrada do túmulo e foram embora. O sábado começava a raiar. Maria Madalena e Maria, mãe de José, que vieram da Galileia, viram onde José tinha colocado o corpo de Jesus e ficaram sentadas ali, de frente ao túmulo. Depois foram para casa e prepararam perfumes e especiarias aromáticas. No sábado todos descansaram, em obediência à ordem de não se fazer nada nesse dia.

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Episódio 162

Episódio 162

O guarda do túmulo; o túmulo vazio

A GUARDA DO TÚMULO – Mateus 27:62-66

 

No dia seguinte, um dia após a Preparação da Páscoa, os cardeais e os religiosos dirigiram-se a Pilatos e argumentaram:

– Senhor, lembramos que, enquanto Jesus ainda estava vivo, aquele impostor afirmou que depois de três dias ele reviveria. Mande alguém tomar conta do túmulo dele até o terceiro dia, para que seus aprendizes não roubem o corpo e digam ao povo que ele reviveu de novo dos mortos. Essa tapeação será pior do que a morte.

– Levem um destacamento de guardas – atendeu Pilatos. – Podem ir, e mantenham o sepulcro em segurança como acharem melhor.

Os guardas foram e armaram um forte esquema de segurança no túmulo; além de deixarem um destacamento montando guarda, lacraram a pedra.

O TÚMULO VAZIO – Mateus 28:1-10; Marcos 16:1-11; Lucas 24:1-12; João 20:1-18

 

No domingo bem cedo, Maria Madalena e outra Maria, mãe de Tiago e Salomé, pegaram as especiarias aromáticas que tinham preparado e foram ao túmulo para ungir o corpo de Jesus. Elas questionavam:

– Quem vai conseguir remover para nós a pedra da entrada do túmulo?

De repente, sobreveio um grande terremoto, pois um anjo do Senhor desceu do céu e, chegando ao túmulo, rolou a pedra da entrada e se sentou sobre ela. Sua aparência era brilhante como um relâmpago e suas roupas eram brancas como a neve. Os guardas tremeram de medo e ficaram paralisados. Quando Maria Madalena e Maria chegaram lá, viram que a pedra tinha sido removida e, quando entraram, não encontraram o corpo de Jesus. Elas ficaram perplexas, sem saber que atitude tomar. De repente, o anjo ficou ao lado delas. Amedrontadas, as mulheres prostraram o rosto no chão e ouviram do anjo:

– Não tenham medo. Por que vocês estão procurando entre os mortos aquele que vive? Sei que vocês estão procurando Jesus, que foi morto numa estaca. Ele não está aqui! Ele reviveu dos mortos! Lembrem-se do que ele afirmou quando ainda estava com vocês na Galileia: “É necessário que o Deus-humano seja entregue aos malfeitores, seja morto na estaca e renasça no terceiro dia.

Então elas se lembraram das suas palavras.

– Vão depressa e digam aos aprendizes dele e a Pedro que ele reviveu dentre os mortos e está indo adiante de vocês para a Galileia. Vocês o verão lá, como ele disse a vocês – disse o anjo.

Cheias de alegria, elas saíram correndo para anunciar aos aprendizes de Jesus e não disseram nada a ninguém no caminho, porque estavam amedrontadas. Elas correram ao encontro de Simão Pedro e do outro aprendiz, aquele a quem Jesus amava, e disseram:

– Tiraram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde o colocaram!

Lamentando e chorando, eles não acreditaram nas mulheres; as palavras delas soavam como delírio. Pedro e o outro aprendiz saíram e foram para o sepulcro. Os dois corriam, mas o outro aprendiz foi mais rápido que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro. Ao chegar, ele se curvou e olhou para dentro, viu as faixas de linho ali, mas não entrou. Em seguida, Simão Pedro, que vinha atrás dele, chegou, entrou no sepulcro e viu as faixas de linho, bem como o lenço que estava sobre a cabeça de Jesus. Ele estava dobrado à parte, separado das faixas de linho. Depois o outro aprendiz, que chegou primeiro ao túmulo, também entrou. Ele viu a cena e acreditou. Eles ainda não tinham compreendido que, como está previsto, era necessário que Jesus revivesse dos mortos.

Constatando a ausência do corpo de Jesus, os aprendizes voltaram para casa, mas Maria Madalena ficou junto à entrada do túmulo, chorando. Enquanto chorava, ela se curvou para olhar dentro do túmulo e viu dois anjos vestidos de branco, sentados no lugar onde estava o corpo de Jesus, um à cabeceira e o outro aos pés. Eles a questionaram:

– Minha senhora, por que você está chorando?

Ela disse:

– Levaram meu Senhor embora e não sei onde puseram ele.

Nisso, ela se voltou e viu Jesus ali, em pé, mas não o reconheceu. Ele perguntou:

– Minha senhora, por que você está chorando? Quem está procurando?

Pensando que fosse o jardineiro, ela disse:

– Se o senhor levou o corpo dele embora, diga-me onde colocou, pois eu vou levá-lo comigo.

Então Jesus sussurrou a ela:

– Maria!

E então, voltando-se para ele, Maria Madalena exclamou:

– Raboni! – que em aramaico significa mestre.

Jesus então recomendou:

– Não me detenha, pois ainda não voltei para o Pai celestial. Vá até meus aprendizes e diga a eles que eu estou voltando para meu Pai e o Pai de vocês, para o meu Deus e o Deus de vocês.

Maria Madalena foi e anunciou aos aprendizes:

– Eu vi o Senhor!

E contou o que ele disse a ela.

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Episódio 163

Episódio 163

Os líderes se precaveem; Jesus aparece

OS LÍDERES SE PRECAVEEM – Mateus 28:11-15

 

Enquanto Maria Madalena e Maria, além de outras mulheres que as seguiam, estavam a caminho do lugar onde estavam os aprendizes, alguns dos guardas foram à cidade e contaram aos cardeais tudo o que tinha acontecido. Quando os cardeais se reuniram com os sábios, elaboram juntos um plano. Deram aos soldados uma grande soma de dinheiro, instruindo a eles que mentissem e dissessem que os aprendizes de Jesus roubaram o seu corpo durante a noite, enquanto estavam dormindo. Prometeram que se essa notícia chegar aos ouvidos do governador, eles explicariam tudo a ele e livrariam os soldados de qualquer complicação. Assim, os soldados receberam o dinheiro e fizeram como tinham sido instruídos e esta versão perdurou entre os judeus até o dia de hoje.

JESUS APARECE NO CAMINHO A EMAÚS – Marcos 16:12,13; Lucas 24:13-33

 

Naquele mesmo dia, dois de seus aprendizes estavam indo para um povoado chamado Emaús, perto de Jerusalém. No caminho, conversavam sobre tudo o que tinha acontecido. Enquanto conversavam e discutiam um com o outro, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles, mas eles não conseguiram reconhecer de imediato que era Jesus. Então Jesus os questionou:

– Sobre o que vocês estão discutindo enquanto caminham?

Eles pararam por um momento, com as feições entristecidas. Um deles, chamado Cléopas, perguntou a ele:

– Você é o único visitante em Jerusalém a não saber das coisas que ali aconteceram nesses dias?

– Que coisas? – ele perguntou.

– O que aconteceu com Jesus de Nazaré – eles responderam. – Ele era um vidente, poderoso em palavras e em realizações diante de Deus e de todo o povo. Os cardeais e as nossas autoridades o condenaram e mataram ele numa estaca; nós tínhamos a esperança que ele é quem iria trazer o resgate a Israel. Hoje já é o terceiro dia desde que tudo isso aconteceu. Algumas mulheres nos deram um susto hoje. Foram de manhã bem cedo ao túmulo e não acharam o corpo dele. Voltaram e nos contaram que tinham tido uma visão de anjos, e os anjos disseram que ele está vivo. Alguns dos nossos companheiros foram ao túmulo e encontraram tudo exatamente como as mulheres reportaram, mas não viram Jesus. Jesus disse a eles:

– Como vocês custam a entender e como demoram a acreditar em tudo o que os videntes falaram! Não devia o Cristo sofrer estas coisas, para se manifestar na sua glória?

E, começando por Moisés e todos os videntes, explicou a eles o que constava sobre ele em toda a Lei dos Judeus. Ao se aproximarem do povoado para o qual estavam indo, Jesus fez como quem ia continuar, mas eles insistiram muito com ele:

– Fique com a gente, pois já está anoitecendo e o dia já está quase findando.

Ele concordou e ficou com eles, sentou-se à mesa com eles, tomou o pão, agradeceu a Deus, partiu e deu a eles. Imediatamente os olhos deles foram abertos e reconheceram Jesus. Em seguida, Jesus desapareceu da vista deles. Perguntaram-se um ao outro:

– Não estavam ardendo os nossos corações enquanto ele nos falava no caminho e explicava a Lei dos Judeus para gente?

Decidiram voltar imediatamente para Jerusalém. Ali encontraram os onze aprendizes e os que estavam com eles reunidos. Relataram o que tinha acontecido a eles, como eles tinham reconhecido Jesus na divisão do pão, mas eles também não acreditaram.